quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Mexendo

 Bipolaridade é solidão sem fim. Gravidez é processo doloroso, talvez com todas, mas perco o controle com frequência, remédios para síndrome do panico, ajudam pouco, trabalhar a mente é difícil, sorte encontrar amigos que fazem meditação, pretendo aprender, começo amanha... 

Juro, não cria que fosse verdade, apesar da analise, dos laudos... há semanas eu chorava, repetindo "coitadinho dele, nem tem mãe", Mas, senti-lo mexer, me fez um tanto mais mãe. Eu sou mãe, sou a sua mãe, um dia saberei de tudo, mas nem todos os dias.

Romantizo, como sempre, que tudo irá mudar, com a sua vinda... sei que não irá, mas é acalentador, esperar por olhos infantes me seguindo e sentindo-se seguro ao meu lado. Difícil é que jamais terei a certeza de poder oferecer tal segurança, pois a única redoma que os impede das dores do mundo é minha barriga

Por fim realizo o desejo de ser mãe antes dos trinta, mas isso é vã. Eu poderia já ter sido mãe, e penso todos os dias no filho perdido, talvez seja este, voltando a mim, ou, o mais provável, ele é apenas um acasos biológicos minimamente planejado, e infinitamente amado.


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