Estou há algumas horas chorando, sem porra de motivo algum... ou talvez seja pela morte do David Bowie, acho que esse é o verdadeiro motivo.
Não há nada relacionado a estar grávida, ou doente e adoecendo gradativamente, pois é como me sinto, apesar do meu amor aumentar com a barriga.
Não há nada de errado por eu sempre me sentir estrangeira, exatamente como Camus descreveu em seu livro, sobretudo nos parágrafos finais, quando ele diz que alguém que tenha vivido um dia em liberdade, possui memoria o bastante para detrair-se com os detalhes do mundo quando em carcere. Acho que a ideia é mais ou menos essa. Gravo bem os últimos parágrafos, pois sempre os leio duas vezes, sendo a primeira antes de iniciar o livro... é como um código entre "eu e mim", que jamais pude reproduzir em Ulisses do Joyce, por motivos óbvios.
Eu diria que o carcere não existe! De modo algum! Sobretudo, aos que precisam do mundo inteiro e sentem-se presos quando em seus quartos, e sentem que este irá lhes engolir o corpo inteiro, e triturar seus ossos com dentes de tijolos e vigas de concreto, talvez haja mesmo um ácido dentro das paredes para auxiliar a digestão.
As vezes o quarto é como a cobra de estimação de uma historia que li outro dia, que ficou semanas sem comer, a bichinha, e quando levada ao veterinário, este explicou a preocupada dona da bichaninha : "ela estava se preparando para comer você"
PS:. sobre meditar, não meditei.
PS:. sobre meditar, não meditei.
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